Olho-me ao espelho, agora vejo uma sombra. Uma sombra repleta de mágoa, de sofrimento. Uma sombra negra, daquelas em que o espelho tem dificuldade em desenhar a perfeição das suas curvas, a perfeição da sua cor pesada e ao mesmo tempo tão frágil. É, no entanto, perceptível a ausência de lembranças, memórias, pequenas histórias palpitantes… Persiste o sufoco, quebra-se o silêncio, a sensação de bem-estar, de frescura. As lágrimas tornam-se como alimento da solidão insuportável que transporta… Anda por aí, ao acaso. Ao acaso da sua aflição, ao acaso do destino. A melancolia pareceu despontar para ficar, mas há súbitos aparecimentos de sorrisos escondidos por entre palavras ocas. Sorrisos que mais depressa do que vêm, desaparecem, sem rasto, de rumo perdido, tempo demais. Forma-se então, uma espécie de furacão. Um furacão coberto de poeira, debaixo do céu… Um furacão que ninguém consegue debater. Não passa tudo de véus de ilusão, de uma paz violenta que nos atormenta, de um Sol seco, de um Inverno sem significado, de uma Vida frágil de se viver. O sossegado e terno tiquetaque de um coração ferido que, pouco a pouco, reveste em plena perfeição a feição inquieta das palavras…
'Vamos confessar-nos às estrelas, dançar com o vento, ouvir os oceanos, brincar com a noite, sonhar em plena luz do dia. Vamos ser felizes, melhor amiga!' scddtma! CORAÇÃO @